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Júlia Pastrana
Júlia Pastrana

Julia Pastrana foi uma mulher nascida no México que vivia com hipertricose. Conhecida como "A Mulher-Macaco", tinha o corpo inteiramente coberto de pêlos grossos e sedosos. Seu rosto possuía proporções simiescas, suas gengivas eram hipertrofiadas. Falava várias línguas e adorava livros. Em espetáculos cantava com sua voz mezzo-soprano e dançava usando as roupas típicas que ela mesmo costurava. Foi explorada pelo marido, que era dono do circo onde se apresentava.

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Hang Mioku
Hang Mioku

Hang Mioku tinha um vício um tanto incomum: a necessidade de realizar cirurgias plásticas e aplicações de silicone. A feição da mulher estava mudando, seu rosto alargando, e a situação chegou a um nível tão alarmante que os próprios médicos se recusaram a realizar novos procedimentos cirúrgicos. Depois da negativa, a mulher recorreu ao uso de produtos alternativos. Ela injetou na face uma garrafa inteira de silicone adquirido no mercado negro. Depois se aplicou óleo de cozinha.

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RIcardo Correa, o Fofão da Augusta
RIcardo Correa, o Fofão da Augusta

Fofão da Augusta é o apelido de um artista de rua que há mais de 20 anos entrega panfletos de peças de teatro na região da rua Augusta, no centro de São Paulo. Ele virou uma espécie de lenda urbana por causa da sua aparência: há alguma substância sob a pele do seu rosto que faz sua cabeça parecer duas vezes maior; suas bochechas pendem, quase soltas, como as do personagem que apresentava um programa infantil na TV aberta nas décadas de 1980 e 1990. Vem daí o apelido.

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Júlia Pastrana
Júlia Pastrana

Julia Pastrana foi uma mulher nascida no México que vivia com hipertricose. Conhecida como "A Mulher-Macaco", tinha o corpo inteiramente coberto de pêlos grossos e sedosos. Seu rosto possuía proporções simiescas, suas gengivas eram hipertrofiadas. Falava várias línguas e adorava livros. Em espetáculos cantava com sua voz mezzo-soprano e dançava usando as roupas típicas que ela mesmo costurava. Foi explorada pelo marido, que era dono do circo onde se apresentava.

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O Bestiário é um acervo fotográfico com referências Freak da história. Estas referências vão desde os clássicos personagens que ficaram marcados na história dos circos dos horrores no mundo até as personas mais contemporâneas, que ganharam certa notoriedade nas mídias de suas épocas. Encontram-se aqui, também, as imagens e histórias das personagens "bestas" criadas para o atentado poético "?" durante o ateliê criativo, com todo seu repertório visual e dramatúrgico para pesquisa e observação. A proposta desse acervo é a de referenciar diversas outras estéticas não-normativas possíveis e as reações sociais truculentas como resposta à manutenção das normas estéticas vigentes. O perigo é estético, por isso a urgência em se romper com as normativas de beleza que submetem corpas diversas à situações vexatórias e de exposição à riscos de morte.