top of page
capa_face.png

Quando a abolicionista prisional, Walidah Imarisha evoca a necessidade por novos imaginários em sua fala cirúrgica, assinamos embaixo e urgimos pela necessidade de pensar novas linguagens que nos ajudem a pensar para fora do CIStema.

A sigla RPG nada mais é que “Role Playing Game”, ou seja, um jogo onde as pessoas interpretam seus personagens e criam narrativas que giram em torno de um enredo. Cada uma dessas histórias é criada por uma pessoa que leva o nome de “mestre do jogo”.
Para que a partida de um jogo de RPG comece, você deve primeiro escolher todas as características de seu personagem, como raça, classe, aparência, idade e também atribuir-lhe algumas virtudes.

Não é de hoje que esses jogos de interpretação são utilizados como potentes ferramentas pedagógicas. Muitos educadores relatam experiências positivas no uso de jogos de RPG para o ensino de disciplinas como História, Geografia, Filosofia, Sociologia, até Matemática!

Sabemos que uma das grandes mazelas de nossas formação política é a separação entre reflexão e prática, o que coloca grande parte de nosses companheires de luta em um lugar binário (ou produz conhecimento científico sem a prática direta, ou desenvolve prática potente, mas não se articula com as produções reflexivas que auxiliam na (re)organização dessas práticas.

O potencial dialético dos jogos de RPG pode ser aproveitado para espaços de formação política, tendo em vista que tratam-se de espaços seguros que permitem ensaios e simulacros sobre ações diretas executadas na vida real. Eles também permitem uma diálogo em outra instância, pois colocam os interlocutores em uma posição ativa, que exige tomadas de decisões junto a seus discursos.

Por isso nossa tentativa de uso dessa linguagem para processos de criação de novos imaginários e alternativas frente aos cenários truculentos, informatizados e de respostas prontas de nossos tempos

"Apesar da nossa habilidade para analisar e criticar, a esquerda se enraizou naquilo que é. Nós frequentemente esquecemos de vislumbrar aquilo que pode vir a ser. Esquecemos de escavar o passado em busca de soluções que nos mosrem como podemos existir de outras formas no futuro. Por isso acredito que nossos movimentos por justiça precisam desesperadamente da ficção científica."

​

Walidah Imarisha

© 2021 por Murilo Gaulês & Diego Nascimento. 

bottom of page