O Muro Cinza ou Das Cores que Eu Ainda Não Perdi

Atentado poético desenvolvido em resposta ao projeto Cidade Linda, de João Dória, que objetivou apagar trabalhos de grafite e arte urbana na cidade de São Paulo.

Concepção e direção: Murilo Gaulês

Terroristas Poéticxs: Anne Motta, Breno Andreata, Breuno Andreata, Ndjamba Tayó, Mahogany e Helena Araújo.

Apoio: Vanessa Correia e Rafaela Castro

Premissa: O atentado poético "O Muro Cinza ou Das Cores que eu Ainda não Perdi" é uma intervenção poético-terrorista que visa a discussão do pertencimento do espaço urbano e das possibilidades de livre expressão neste, em contraposição com o policiamento coreográfico dado pelo estado ao espaços públicos e aos espaços-corpos. Propõe a percepção do corpo como cidade e da cidade como corpo.

Atentado: Durante a ação, xs terroristas poéticos cobrem seus corpos de cimento enquanto aguardam o processo de endurecimento (sinédoque dos movimentos que as coreopolícias da arquitetura metropolitana em seu tempo-espaço próprio geram nos corpos urbanos). Em um segundo movimento, esse muro cinza humano, passa a ganhar cores pelas mãos de um grafiteiro convidado, que, a partir de trocas com o público durante o processo de endurecer “traduz” essas impressões em cores no muro. O público também e convidado à intervir na obra, que torna-se coletiva e espaço de experimentação das arquiteturas do corpo e do espaço urbano.

Sequelas: O atentado lida com a idéia de vestígio. A passagem da ação deixa rastros no espaço que evidenciam os paradoxos das relações entre zeladoria institucional e produção de arte urbana.

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