Cidade de Gis

Atentado Poético que usa das linguagens do Teatro e dos jogos de RPG para criar debates diversidade de gênero e sexualidade.

Concepção e direção: Murilo Gaulês

Texto: Marcelino Freire

Terroristas Poéticxs: Anne Motta, Murilo Gaulês, Ndjamba Tayó, Mahogany e Helena Araújo.

Premissa: é um experimento híbrido que integra as linguagens de jogos de RPG e de interação com o teatro, a performance e as artes da cena. Fruto de uma pesquisa continuada de quatro anos, o trabalho é inspirado no universo Ditadura Gay, criado inicialmente em sua versão HQ (história em quadrinhos) pelo artista visual Bruno Marcitelli aka B.U.Z.Z. A partir de uma inversão na lógica instaurada entre oprimido e opressor, a trama parodia os lugares de poder numa tentativa de criar conexões de empatia com o público para as lutas por maiorias minorizadas. Esse universo, materializado em forma de história em quadrinhos foi reinventado como conto pela carpintaria de escrita de Marcelino Freire, que nos escreveu o inédito “Cidade de Gis”. As provocações desse conto foram trabalhadas em sala de ensaio e experimentadas para a produção desse jogo-espetáculo performativo. Três pessoas do público são convidadas a viver uma experiência como personagens da Cidade de Gis, território regido por uma ditadura matriarcal que oprime e rechaça homens cis héteros e brancos. Como visitantes estrangeiros, irão tomar decisões importantes que vão tecendo a narrativa enquanto o resto do público acompanha os desdobramentos destas.

Atentado: É um Game Theater onde três pessoas do público são convidadas a integrar o elenco e viver personagens que precisam encontrar estratégias para sobreviver às demandas criadas pelxs terroristas poéticxs na cidade cenográfica de GIs. O nome da cidade é em homenagem a Gisberta, mulher trans que foi violentamente assassinada por um grupo de adolescentes em Portugal. O roteiro do jogo foi criado em cima de um conto inédito do escritor Marcelino Freire, que pode ser baixado no link abaixo.